Pôster
offset litográfico anti-Vietnã; artista desconhecido
(1966)
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Farmers
Against the Airport: pôster offset litográfico; autor
desconhecido (1970)
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Pôster digital Aesthetic Activist Recruiting; artista: illcommonz
(2001)
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Ativistas
prendendo a si mesmos em árvores, estudantes organizando-se contra
a Guerra do Vietnã e protestantes antiglobalização
estão entre as muitas imagens de ativistas do passado e do presente
nos Estados Unidos.
Porém,
de acordo com uma exposição em cartaz nos últimos
meses do ano passado em Nova York, tais ideias têm igualmente
firme base no Japão, um país comumente conhecido muito
mais por sua harmonia e por sua unidade nacional do que pela resistência
interna de seu povo.
Ambos,
o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos e o movimento japonês
da década de 1960, por exemplo, tiram vantagem do fato de que
eles visualizam pessoas em outras partes do mundo, diz o organizador
Josh MacPhee.
MacPhee,
35, e Dara Greenwald, 37, expuseram uma dúzia de peças
diferentes a respeito de movimentos sociais no Japão de mais
de 40 anos em Nova York, em um centro cultural chamado Exit Art. Os
dois artistas e ativistas independentes são os curadores de Signs
of Change: Social Movement Cultures 1960s To Now em livre tradução,
algo como Sinais de Mudança: Movimentos Sociais e Culturais
de 1960 até Hoje.
Conteúdo
A exposição,
que ficou em cartaz de setembro a dezembro de 2008, foi composta por
centenas de itens de arte impressa, fotografia e instalações
de mídia de mais de 50 países.
Todas as
peças do evento foram produzidas com a intenção
de mostrar a coincidência global e a fluência de protestos
políticos e campanhas sociais nos últimos 40 anos.
Essa
exposição nos permitiu verdadeiramente ir a fundo nas
especificidades de tempos que não eram familiares para nós.
Eu sei muito mais sobre a política cultural do Japão agora
do que há 18 meses, disse MacPhee.
As peças
do Japão concentraram-se em três assuntos: o Movimento
Estudantil de 1960, os protestos contra a construção do
aeroporto de Narita e os protestos contra a reunião do G8 no
último verão do hemisfério norte.
Manifestos
no Japão
O Movimento
Estudantil de 1960 no Japão foi a mais notável reflexão
de resistência dos estudantes do arquipélago em mais de
300 universidades contra o tratado de segurança Estados UnidosJapão.
O documento,
assinado em 1960, estabeleceu muito da política diplomática
JapãoEstados Unidos pós-Guerra Fria. Muitos japoneses
de posicionamento radical acreditaram que o tratado conferia uma injusta
ênfase no apoio japonês aos militares americanos interessados
em ações como as da Guerra do Vietnã. Estudantes
em grupos organizados por conta própria, como o Zenkyoto, resistiram
via conflitos que atravessaram muitos campi universitários e
chegaram a protestos nas ruas.
Já
em 1966, planos para o aeroporto de Narita foram anunciados, pois o
aeroporto de Haneda não satisfaria por muito mais tempo a demanda
por transporte dentro e fora do Japão. Muitos estudantes acreditaram
que isso seria mais um estágio para o inquestionável acesso
americano ao Japão e os protestos recomeçaram.
Nesse tempo,
fazendeiros locais que perderam terras para a infraestrutura do aeroporto
também se juntaram à causa.
Greenwald
e MacPhee conseguiram o filme Narita, um documentário sobre a
revolta dos fazendeiros, que se tornou parte da exposição
Signs of Change. Durante a primeira temporada da exposição,
o ativista japonês Sabu Kohso foi convidado para um bate-papo
com os presentes antes da exibição do documentário
sobre a construção do aeroporto.
Greenwald
explicou o sucesso do documentário e a importância de sua
mensagem para o público que não era japonês. Isso
é assombroso em termos de estereótipo, afirmou Greenwald
sobre os protestantes no filme.
A quantidade
de mulheres japonesas em intensa luta conta muito para o estereótipo
dominante sobre a maioria das japonesas, como as gueixas, etc. Você
reconhece que, se nós temos visto crescer esse lado do Japão,
nossas relações [com os japoneses] deve ser diferente,
disse Dara.
Outros países
da Ásia fazem parte da exposição, como Coreia do
Sul, Indonésia e China. Seja Japão, África
do Sul ou Portugal [para citar exemplos]: somos partes das vidas uns
dos outros, afirmou MacPhee.
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