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(Texto: Cinthia
Yumi/NB | Foto: Arquivo Pessoal)
O cientista
nipo-canadense Le Trung, 33, ganhou fama mundial por ter criado uma humanóide
que seria a companheira ideal. Em dezembro de 2008, ele apresentou
ao mundo, durante uma feira de tecnologia em Toronto, no Canadá,
a robô Aiko, que se assemelha fisicamente a uma mulher japonesa.
Com 1,52 m de altura, cabelos e olhos castanhos e curvas bem delineadas,
a humanóide não chama a atenção apenas pelos
dotes físicos, mas em especial por sua capacidade intelectual:
Aiko fala inglês e japonês (cerca de 13 mil palavras) e faz
cálculos matemáticos.
Aiko
foi oficialmente apresentada ao mercado em uma feira tecnológica
de Toronto, Canadá
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Outro diferencial
é o fato de Aiko ter sensores por todo o corpo, inclusive nas áreas
íntimas, com temperatura semelhante à do corpo
humano. No entanto, o cientista jura que nunca manteve relações
sexuais com a sua parceira robô e que Aiko até reage
negativamente a tentativas mais ousadas de carinho.
Segundo o cientista,
não são os atributos físicos e intelectuais que fazem
de Aiko a mulher ideal. A companheira perfeita é
aquela que ajuda nos deveres de casa e, de maneira geral, contribui para
melhorar a vida do ser humano, diz ele, em entrevista exclusiva
ao Nippo-Brasil.
Aiko é
capaz de fazer pequenas arrumações domésticas, servir
refeições e fazer massagem nos ombros do seu criador. Além
disso, diferentemente dos humanos, ela pode trabalhar 24 horas por dia
sem descanso.
Trung, que
é formado em Ciência Aplicada pela Universidade de Toronto
e é especialista em criação e desenvolvimento de
softwares, diz que desenvolveu o humanóide com recursos próprios,
gastando um total de US$ 25 mil em investimentos. O interesse pela inteligência
artificial vem da infância e a atração pelo biotipo
nipônico vem da própria criação, já
que, até os 8 anos de idade, ele viveu no Japão. Além
de admirar a beleza oriental, o silicone desenvolvido no Japão
é o melhor do mundo. Por isso, optei pelo modelo japonês,
conta ele.

ibot
desenvolvido pela Business Design Laboratory é
mais um robô que vem fazendo sucesso no Japão |
Melhorias
Apesar
de já somar várias habilidades, ainda faltam alguns atributos
para Aiko. Os próximos implementos são: possibilitar que
a humanóide tenha expressões faciais, que faça carinho
na face das pessoas, que possa andar e que realize outras atividades domésticas,
como preparar um café-da-manhã completo e limpar o banheiro.
Para dar continuidade
ao projeto, Trung pede a colaboração de empresas que queiram
patrociná-lo e, quem sabe, no futuro, ajudar na produção
em massa de mulheres-robôs. Já entrei em contato com
algumas companhias, inclusive do Japão, mas ainda não obtive
uma resposta positiva, lamenta.
Embora sem
patrocínio, Trung nem pensa em parar com suas idéias mirabolantes,
já que é defensor da teoria de que, no futuro, humanos irão
se relacionar com robôs, física e afetivamente. Acredito
que, no futuro, os robôs serão tão perfeitos, que
os humanos nem saberão a diferença entre um humano e um
robô. Será comum um humano namorar um robô,
da mesma maneira que o sexo virtual se tornou popular nos dias de hoje,
enfatiza.
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Nippo-Brasil
- O que o levou a desenvolver um robô nos moldes de uma mulher japonesa?
Le Trung - Acredito que seja minha admiração pela beleza
oriental. Fui criado no Japão até os 8 anos de idade, antes
de me mudar para o Canadá. Além disso, o silicone utilizado
por lá é muito melhor, muito mais próximo do real.
NB - O projeto
Aiko vem sendo desenvolvido há mais de um ano e o objetivo é
criar a mulher ideal. Como é a mulher ideal para você?
Trung - A mulher ideal é aquela que pode ajudar nos serviços
domésticos básicos, que faz a vida dos humanos ser melhor...
NB - Aiko
fala dois idiomas, o japonês e o inglês. Você pensa
em aperfeiçoá-la, ou seja, em breve, ela poderá falar
outros idiomas?
Trung - Sim, é possível. Mas, antes disso, eu terei
de aprender outros idiomas, porque o inglês e o japonês são
os únicos que eu domino. Tecnicamente, ela já tem a capacidade
de falar francês e espanhol também.
NB - Você
conta com algum patrocínio para desenvolver o humanóide?
Trung - Não, todo o dinheiro foi investimento pessoal. Mas
estou em contato com algumas empresas para tentar viabilizar a produção
em massa de Aiko.
NB - Você
acredita que, no futuro, os humanos poderão se relacionar com os
robôs?
Trung - Acredito que sim. Talvez isso aconteça nos próximos
25 anos ou mais, quando a tecnologia estará ainda mais aperfeiçoada
e mais acessível. No futuro, o relacionamento entre humanos e robôs
será tão popular quanto o sexo virtual na internet é
hoje.
NB - Você
é casado? Tem filhos?
Trung - Não, não. Ainda sou solteiro e sempre estou
à procura de novas namoradas.
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