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Por
Luiz Nishimori*
Desde
a chegada do navio Kasato Maru no dia 18 de junho de 1908, no Porto de
Santos, os imigrantes que desembarcaram no Brasil, providos de esperança,
perseverança e determinação vêm escrevendo
uma bela história ao longo do tempo. Após cem anos, comemoramos
com muita alegria a brilhante trajetória de 165 famílias
que fincaram suas raízes em um país desconhecido e fizeram
dele seu país de coração. Eles trouxeram consigo
uma bagagem cultural, artística, esportiva e comercial que ajudou
com seu espírito empreendedor e pioneiro a transformar o Brasil
na potência que é hoje.
Após
cinco gerações de descendentes, o legado de disciplina,
dedicação e respeito misturou-se com a criatividade, a alegria
e o otimismo do brasileiro e fazem com que a relação de
amizade seja fortalecida a cada dia. Podemos dizer que ambos os países
têm trocado experiências determinantes para seu progresso
e desenvolvimento.
Um exemplo
disso foi a instalação de empresas japonesas na década
de 1980, possibilitando a abertura comercial brasileira. Entretanto, 2008
é o ano do Intercâmbio Brasil-Japão e tem como objetivo
reaquecer e estreitar as relações bilaterais entre os países
irmãos. Nesses últimos anos, diversas missões econômicas
são realizadas com freqüência ao Japão, resultando
em grandes negociações e empreendimentos. É hora
de potencializarmos as relações entre os dois países
que tanto têm a oferecer.
Durante este
ano, está sendo possível, divulgar as conquistas e trabalhos
de toda a comunidade nikkei, pois com aproximadamente 1,5 milhão
de japoneses e descendentes, podemos ver representantes da comunidade
nipo-brasileira atuando em destaque em toda a sociedade brasileira.
Se aqui o trajeto
percorrido pelos imigrantes foi brilhante, acreditamos que lá no
país do sol nascente, essa trajetória também está
sendo escrita em perfeita harmonia. Trezentos mil dekasseguis habitam
no Japão e muitos deles acabaram adotando o arquipélago
como seu país natal, ou seja, fizeram o caminho inverso.
Por isso se
faz necessário o redimensionamento e a revitalização
das relações comercias, sociais e econômicas entre
Brasil e Japão. A comemoração dos cem anos de imigração
é uma forma de nós agradecermos o país que acolheu
de braços abertos nossos antepassados, possibilitando a integração
entre os dois povos, além de demonstrar às novas gerações
a importância da cultura milenar e das tradições a
serem seguidas pelos descendentes e por todos os brasileiros.
Tenho dito
que este ano comemorativo é uma celebração não
só dos nipônicos como de todas as etnias que formam nosso
país. É um ano de comemorações pela integração
harmoniosa de todas as raças, credos e cores.
Para isso,
estamos preparando uma grandiosa festa com a presença do príncipe
Naruhito, representante da família imperial, em Rolândia,
no Paraná, no dia 22 de junho de 2008. Uma celebração
para aproximadamente 50 mil pessoas na sede da Aliança Cultural
Brasil-Japão do Paraná. Aproveito a oportunidade para convidá-los
para comemorar conosco os brilhantes cem anos passados.
Espero que
os próximos cem anos sejam marcados por belíssimas histórias
e que o novo caminho a ser trilhado seja tão brilhante quanto os
anos passados. É com muita alegria e muito orgulho que comemoramos
este ano de 2008.
Vamos festejar
e homenagear os imigrantes que vieram de tão longe, com seus desejos
e sonhos, e plantaram suas raízes num país que os acolheu
calorosamente. Vamos comemorar a relação entre esses países-irmãos
que há cem anos vêm estabelecendo uma grande relação
de amizade e estima.
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