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Paulo
Yokota*
Na
instalação da Comissão Nacional Organizadora do Centenário,
ocorrida no dia 14 de junho em Brasília, consolidou-se a importância
dada à comunidade brasileira no Japão. Não só
nos pronunciamentos das autoridades presentes, mas como nos estudos dos
projetos em marcha.
A
Embaixada do Brasil em Tóquio está profundamente envolvida
nos eventos comemorativos com a seleção dentro de critérios
definidos, como a apresentação do Brasil atualizado aos
japoneses.Os Grupos de Trabalho criados no âmbito da Comissão
Nacional empenham-se para dar formas concretas e objetivas aos projetos
para atender às reais necessidades dessa comunidade.
O
Grupo de Trabalho específico sobre a Comunidade Brasileira no Japão
ressalta a necessidade de conhecer sua situação atual em
profundidade, contando com a colaboração das autoridades
diplomáticas. Mas, de antemão, firma a prioridade para as
ações educacionais, de forma mais ampla possível,
entrosando-se com o Grupo que se dedica especificamente ao tema da Educação.
Nos
demais Grupos que cuidam da Agricultura; Cultura, Turismo e Esportes;
Oportunidades de Comércio e Investimentos; Energia e Desenvolvimento
Sustentável; bem como da Comunicação, Logística
e Meios, também se constatou algo em comum. No pano de fundo, sempre
aparece a comunidade dos brasileiros em terras nipônicas.
Tudo
indica que o Centenário da Imigração Japonesa no
Brasil, que coincide com os 20 anos dessa comunidade no Japão,
deve marcar um passo expressivo.A oportunidade deve ser aproveitada por
estes dinâmicos brasileiros, principalmente pelos seus líderes,
no seu papel de ajudar no incremento do intercâmbio bilateral de
ambos os países, tanto econômico como cultural.
Mas
parece conveniente aprofundar a consciência que muitos dessa comunidade,
como seus ancestrais no Brasil, acabarão se integrando naturalmente
à sociedade local, de forma permanente, mesmo que esta não
fosse a sua intenção inicial. No mundo globalizado, viver
em qualquer parte do mundo acabou ficando menos relevante, com as facilidades
de transporte, formando muitos cidadãos do mundo.
No
entanto, existem problemas que precisam ser equacionados, para que a qualidade
de vida deles seja preservada. Que esses problemas sejam identificados
com objetividade, aproveitando o Ano do Intercâmbio bilateral para
implementar mecanismos de sua solução.
Tudo
indica que já se torna necessário que o relacionamento bilateral
não seja tratado como assunto de um país desenvolvido com
outro em desenvolvimento. Existe uma centenária história
de respeitável intercâmbio, na qual as contribuições
e os benefícios obtidos foram recíprocos. É preciso
tornar mais conhecido o que o Brasil vem fazendo pelo Japão.
Para
o futuro, existem muitas contribuições que o Brasil poderá
continuar a oferecer. A ampla diversidade existente no Brasil contrasta
com a homogeneidade japonesa, inclusive étnica e cultural. No mundo
globalizado, essa experiência brasileira dos nikkeis, parece relevante
para um Japão que procura acelerar a sua internacionalização.
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