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Panorama
pós-guerra
Após
o término da Segunda Guerra Mundial, muitos países da Ásia
que estavam sob o domínio japonês iniciaram as suas campanhas
para a independência. Indonésia, Vietnã, Birmânia
(atual Myanma), Filipinas e outros declararam a sua independência.
Ainda a Índia, que estava sob o domínio inglês, tornou-se
um país independente.
Surgiram muitos
países socialistas na Europa oriental, resultando na divisão
do mundo em três blocos, ou seja, o bloco ocidental, liderado pelos
Estados Unidos da América, o bloco oriental, liderado pela União
Soviética (atual Rússia), e o terceiro bloco, formado por
países em desenvolvimento do hemisfério sul.
A ocupação
americana e as reformas pós-guerra
Terminada a
Segunda Guerra, o território japonês ficou restringido às
ilhas de Hokkaido, Honshû, Shikoku, Kyûshû e pequenos
territórios adjacentes, baseada na Declaração de
Potsdam, firmada em 26 de julho de 1945, após a conferência
de cúpula dos países aliados, ou seja, EUA, Inglaterra e
União Soviética (atual Rússia), em Potsdam, periferia
de Berlim. Os arquipélagos de Okinawa e Ogasawara ficaram sob o
domínio dos EUA. As mais de 30 ilhas do arquipélago de Ogasawara
foram devolvidas ao Japão em 1968 e, atualmente, pertence ao distrito
de Tóquio. Okinawa foi incorporada ao Japão em 1972, mas
ainda há muitas bases militares americanas instaladas nas suas
ilhas.
Após
a rendição incondicional, o Japão foi dominado pelos
países das Forças Aliadas, liderados pelos EUA. O Quartel
General das Forças Aliadas (GHQ) instalado em Tóquio, comandado
por general MacArthur (1880~1964) forçou o governo japonês
a adotar medidas que não comprometessem a paz mundial através
de desmilitarização e democratização do país.
Militares e políticos considerados responsáveis pelos crimes
de guerra foram julgados pelo tribunal militar internacional (Tôkyo
Saiban), exonerados dos cargos públicos, condenados a prisão
ou à pena de morte.
No panorama
político, houve o reconhecimento da liberdade de atividades políticas
e a de expressão. O direito a voto estendeu-se para homens e mulheres
maiores de 20 anos, sem restrições.
A democratização
ocorreu na área econômica também. Os trustes como
Mitsubishi e Mitsui foram desmantelados e, em 1947, o governo proibiu
a formação de cartel para evitar o domínio do mercado
financeiro por grandes empresas. Ainda no campo, ocorreu a reforma agrária,
que fez dos arrendatários de até então pequenos proprietários
rurais.
A nova Constituição
japonesa
O cerne da
reforma para ter um país mais democrático consistia na reforma
constitucional. O governo japonês eleborou a reforma constitucional
baseada nas sugestões de GHQ, que foi promulgada em 1º de
janeiro de 1946, após ser aprovada pelo congresso nacional. A nova
Constituição passou a vigorar a partir de 3 de maio de 1947.
Com a nova
Constituição, baseada em respeito à opinião
do povo; preservação dos direitos humanos e desarmamento
militar, muitas leis e regulamentos sofreram alterações.
Foram criadas leis que asseguravam a igualdade de direitos entre homens
e mulheres no Código Civil, a autarquia regional com a eleição
direta dos governadores das províncias e as Leis Básicas
da Educação fundamentada para uma educação
mais democrática.
A posição
social da mulher também melhorou. Na primeira eleição
em que as mulheres puderam votar, em 1946, foram eleitas 39 deputadas.
Ainda com a reforma do Código Civil de 1947, o sistema conservador
de família foi abandonado. Instituídas as reformas constitucionais,
o Japão trilhou novos caminhos para um país mais democrático
e livre, com o povo empenhado na reconstução de uma terra
estraçalhada pela guerra.
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