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  Históra do Japão
Era Showa – parte 4
Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 3
Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 2
Bomba atômica
Era Showa – parte 1
“Craque de Wall Street”
Era Taisho
“Política com correção”
Era Meiji – parte 6
As mulheres da Era Meiji
Era Meiji – parte 5
Convite ao saber
Era Meiji – parte 4
Trabalho e sociedade
Era Meiji – parte 3
Coréia: muralha de proteção
Era Meiji – parte 2
O despertar da modernidade
Era Meiji – parte 1
O imperador assume o poder
Era Edo – Parte 7
Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Era Edo – Parte 6
Popularização de algumas formas de arte
Era Edo – Parte 5
As três fases culturais
Era Edo – Parte 4
Os grandes impérios do Ocidente invadem o Oriente
Era Edo – Parte 3
Fome, revoltas e novas políticas
Era Edo – Parte 2
Proibição do cristianismo e fechamento dos portos
Era Edo – Parte 1
O início do isolamento japonês
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 4)

As mulheres que viveram na era das guerras
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 3)

Batalha de Sekigahara
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 2)

Nanban Bôeki
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 1)

O início da unificação japonesa
Era Muromachi (parte 4)
Tempos de piratas, comércio e expansão
Era Muromachi (parte 3)
Cultura Kitayama e Higashiyama
Era Muromachi (parte 2)
A era dos países em guerra
Era Muromachi (parte 1)
Era de duas cortes e “Restauração Kenmu”
Era Kamakura (parte 4)
Novo budismo em Kamakura
Era Kamakura (parte 3)
Habitações da cidade medieval de Kamakura
Era Kamakura (parte 2)
Yoshitsune, Benkei e Shizuka-gozen
Era Kamakura (parte 1)
Consolidação da política dos samurais
Era Heian (Parte 4)
Era Heian e o budismo
Era Heian (Parte 3)
Hiragana e a literatura
Era Heian (Parte 2)
O surgimento dos samurais
Era Heian (Parte 1)
Os grandes latifúndios
Era Nara - Parte 2
Era Nara - Parte 1
Era Kofun
Príncipe Shôtoku
Era Asuka: Um período importante para a arte e cultura
Tumbas: símbolos de poder
Rainha Himiko
Desenvolvimento japonês
A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
O Alvorecer do Japão
Cronologia: As eras no Japão
• Era Showa – parte 1
Craque de Wall Street
Muitas empresas foram à falência e, no campo, a baixa de preços e o frio excessivo ajudaram a crise no Japão

Kamikaze-tokkôtai: missão suicida,
criada pela aeronáutica japonesa, em que jovens pilotos se jogavam contra naves inimigas

A crise econômica de 1929 (ano 4 da Era Showa) que abalou o mundo, conhecida como o “Craque de Wall Street” ou “Grande Pânico”, provocou um grande golpe financeiro no Japão também. Muitas empresas foram à falência, e a cidade ficou tomada por desempregados. No campo, também a situação não era diferente. Com a baixa de preço dos produtos agrícolas e do fio de seda, a zona rural também enfrentava uma crise econômica. Ainda para piorar a situação, em 1931, o frio excessivo causava baixa na colheita, principalmente na região nordeste e na ilha de Hokkaido. Sem ter o que comer, os camponeses chegam a vender suas filhas em troca de um punhado de comida. Por outro lado, os grandes grupos financeiros, como Mitsui, Mitsubishi e Sumitomo, cresciam, incorporando as empresas e os bancos menores, monopolizando os lucros.

Invasão da Manchúria

Aproveitando-se da insatisfação do povo diante da crítica situação, as forças armadas propagaram entre o povo a idéia de que poderiam encontrar uma vida melhor, se o Japão avançasse até o continente, ou seja, invadisse a China. Em 1932, as tropas japonesas acampadas na Manchúria iniciaram a guerra contra a China, após o incidente de explosão da linha ferroviária (Manshû jihen). O exército japonês dominou a Manchúria e colocou no poder o último imperador da Dinastia Ching, controlando-o à vontade, criando um Estado-fantoche, denominado Manshû-koku.

As forças armadas japonesas adquiriram maior poder, inclusive com os incidentes provocados por jovens oficiais idealistas, exaltados como o assassinato do primeiro-ministro da época, Inukai Tsuyoshi, em 15 de maio, e a invasão temporária da cidade de Tóquio, em 26 de fevereiro. Com a invasão da Manchúria e o crescimento da indústria bélica, o Japão conseguiu recuperar-se economicamente.

Segunda Guerra Sino-Japonesa

Em julho de 1937 (ano 12 da Era Showa), as tropas japonesas e chinesas confrontaram-se em Pequim, iniciando a segunda guerra sino-japonesa. Apesar da ocupação japonesa, o povo chinês resistiu bravamente, valendo-se da tática de guerrilha. À medida que a guerra se estendia, os militares passaram a controlar o povo japonês com maior rigor. O parlamento perdeu a sua função, os sindicatos dos trabalhadores também foram dissolvidos, as escolas, assim como a liberdade de expressão, foram rigorosamente controladas por militares.

Segunda Guerra Mundial

A Liga das Nações (ONU, posteriormente) não conseguiu impedir a guerra expansionista de Japão, Alemanha e Itália. Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha de Hitler invadiu a Polônia. Dois dias depois, Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha, transformando, novamente a Europa em campo de batalha. Iniciou-se a 2ª Guerra Mundial. Enquanto isso, as tropas japonesas enfrentavam dificuldades na China, devido à resistência do povo. Sob a suspeita de que a força de resistência chinesa estivesse recebendo apoio dos EUA e da Inglaterra, o governo japonês cogitou dominar toda essa região, aliando-se à Alemanha e à Itália.

Em 1941, o general Tôjô Hideki (1884~1948) formou um novo ministério e, em 8 de dezembro do mesmo ano, o Japão atacou a frota americana em Pearl Harbor, fazendo com que os EUA entrassem na guerra. Em meio ano, as tropas japonesas dominaram todo o Sudeste Asiático, mas perante a ofensiva americana, aos poucos foram obrigados a recuar, sendo as suas tropas massacradas nas ilhas oceânicas, nas Filipinas e na Birmânia. Numa tentativa desesperadora, a aeronáutica criou a missão suicida “kamikaze-tokkôtai” para os jovens pilotos jogarem-se contra naves inimigas. O termo kamikaze (vento divino) foi usado pelos militares japoneses, na esperança de que acontecesse novamente o milagre do vento divino que dizimou a esquadra mongol, salvando por duas vezes o Japão, da invasão dos mongóis (1274 e 1281).

Em 1945, os bombardeios americanos sobre o céu de Tóquio tornaram-se quase diários. No dia 10 de março, no grande ataque aéreo americano, mais de cem mil pessoas morreram em Tóquio.

O ataque americano culminou com a bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima e de Nagasaki, em 6 e 9 de agosto, respectivamente, induzindo à rendição japonesa no dia 15 de agosto de 1945. Encerrou-se, assim, a longa guerra que perdurou 15 anos, desde a invasão de Manchúria. Em 1º de janeiro de 1946, o imperador Showa (1901~1989), em declaração ao povo, negou sua origem divina, crença mantida ao longo do tempo, desde a instituição da corte Yamato, no século IV.

Em 3 de novembro de 1946, foi promulgada a nova Constituição Japonesa baseada em: 1) respeito à opinião do povo, 2) preservação dos direitos humanos e 3) desarmamento militar.

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