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As mulheres da Era Meiji
Era Meiji – parte 5
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Era Meiji – parte 4
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Era Meiji – parte 3
Coréia: muralha de proteção
Era Meiji – parte 2
O despertar da modernidade
Era Meiji – parte 1
O imperador assume o poder
Era Edo – Parte 7
Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Era Edo – Parte 6
Popularização de algumas formas de arte
Era Edo – Parte 5
As três fases culturais
Era Edo – Parte 4
Os grandes impérios do Ocidente invadem o Oriente
Era Edo – Parte 3
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Proibição do cristianismo e fechamento dos portos
Era Edo – Parte 1
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Era Azuchi-Momoyama
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As mulheres que viveram na era das guerras
Era Azuchi-Momoyama
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A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
O Alvorecer do Japão
Cronologia: As eras no Japão
• Era Edo – Parte 7
Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Ao perceber as falhas de seu governo, Tokugawa devolveu o poder à corte imperial

Por volta de 1850, os EUA e os países da Europa que tinham passado pelo processo da Revolução Industrial viam nos países da Ásia uma oportunidade de expandir seu mercado. Assim, tentaram forçar a abertura dos portos em um momento que coincidiu com o deterioramento do poder do xogunato Tokugawa, que vinha perdurando por mais de 260 anos. Pressionado pelos imperialistas, que aspiravam um novo sistema liderado pelo imperador, o xogunato também enfrentava os camponeses insatisfeitos, que provocavam motins em várias regiões, desencadeando uma onda de revoltas por todo o país.

No início, o motivo da indignação foi o preço do arroz, mas o movimento foi crescendo e, no fim, o povo desejava a renovação do arquipélago. Muitos jovens que souberam da situação do país vizinho, a China, totalmente dominado por europeus e americanos, protestaram para que o Japão não tomasse o mesmo rumo. Em sua maioria, eram jovens oriundos da classe baixa dos samurais, filhos de camponeses e comerciantes. Os primeiros passos para a construção de um novo país foram dados por esses jovens, que, inclusive, impediram a colonização do país pelas nações do Ocidente.

Sakamoto Ryôma (1835~1867)

Nascido em Tosa (atual província de Kôchi), Sakamoto era o segundo filho de um samurai “reformado” (gôshi) que vivia no campo. Durante a infância, não foi um aluno muito aplicado, mas, ao presenciar a falta de disciplina do xogunato Tokugawa diante da chegada da esquadra americana comandada pelo almirante Perry, Sakamoto passou a se dedicar aos estudos, pensando no futuro do país.

Em 1862, Sakamoto desertou do feudo de Tosa e tornou-se discípulo de Katsu Kaishu (1823~1899), um homem de grande visão, e dedicou-se à fundação do quartel da Marinha. Com o apoio do feudo de Satsuma (atual província de Kagoshima), ele organizou o regimento da Marinha (kaihei-tai) e também dedicou-se ao transporte marítimo.

Graças aos esforços de Sakamoto, os feudos de Satsuma e de Chôshu tornaram-se aliados na luta para derrubar o xogunato Tokugawa. Ele ainda elaborou o seu ideal de novo governo, conhecido pelo nome de senchu hassaku, que era: 1) a devolução do poder ao imperador; 2) o governo da corte imperial ouvindo a maioria e instalando um parlamento; 3) a admissão em larga escala de pessoas capacitadas; 4) a condução da política externa ouvindo a maioria; 5) a criação de uma constituição; 6) a ampliação do poder da marinha; 7) a formação de uma força armada do governo; 8) o estabelecimento de um câmbio com a moeda estrangeira.

Sakamoto mostrou o senchu hassaku a Gotô Shôjirô (1838~1897), do feudo de Kôchi, que, por sua vez, convenceu Yamauchi Toyoshige (1827~1872), do mesmo feudo, a levar as premissas do novo governo ao conhecimento do décimo quinto e último xogum, Tokugawa Yoshinobu. Ao perceber a falha de sua administração, Tokugawa assinou o tratado que devolvia o poder à corte imperial.

Sakamoto Ryôma sofreu vários atentados e foi assassinado aos 33 anos, durante um encontro sigiloso com Nakaoka Shintarô, outro revolucionário, dez meses antes da Restauração Meiji.

Shinsengumi

O povo japonês sempre demonstrou mais simpatia pelos perdedores. Um desses exemplos, símbolo de grande simpatia, é o Shinsengumi, um grupo de jovens que dedicaram fidelidade ao xogunato Tokugawa até o último momento. Embora todas as dramatizações sobre a história do Shinsengumi no teatro, no cinema e em telenovelas conquistem grande audiência, mesmo nos tempos atuais, sua trajetória não consta nos livros didáticos de história do Japão.

Inicialmente formado por Kiyokawa Hachirô (1830~1863), o grupo chamava-se Rôshigumi e tinha como objetivo controlar os samurais desocupados que viviam na cidade de Edo (atual Tóquio), em fins de 1862. Porém, quando o grupo de jovens chegou a Quioto para os preparativos da viagem do xogum a esta cidade, Kiyokawa declarou que o verdadeiro objetivo do grupo era apoiar os imperialistas. O xogunato ordenou a volta do grupo para Edo, mas alguns de seus membros eram contrários à conduta de Kiyokawa e permaneceram em Quioto, formando, assim, o Shinsengumi, liderado por Kondô Isami (1834~1868), filho de camponeses.

O grupo, então, passou a pertencer ao feudo de Aizu, com a intermediação do governador de Quioto, Matsudaira Katamori (1835~1893), e consolidou-se pela postura antiimperialista de seus componentes. Em nome da paz, o Shinsengumi assassinou muitas pessoas em Quioto e dedicou fidelidade a Matsudaira Katamori, que foi contra a devolução do poder à corte imperial.

Em 1864, o grupo conseguiu vencer a tropa do feudo de Chôshu, mas foi derrotado na batalha de Toba e Fushimi, em 1868. Os sobreviventes foram presos e decapitados. A batalha ainda se alastrou por um ano e meio entre os partidários do xogunato Tokugawa e o novo goveno, conhecido como boshin sensô.

Após a Restauração Meiji, Matsudaira Katamori tornou-se sacerdote-mor do Templo Nikko Toshogu, jazigo de Tokugawa Ieyasu. O último xogun, Tokugawa Yoshinobu, retirou-se para Mito (província de Ibaraki), após deixar o castelo de Edo, recebendo, posteriormente, o título de duque.

Muitos dos jovens imperialistas que foram contemplados com algum título após a Restauração Meiji eram de origem humilde, em sua maioria dos feudos de Satsuma, Chôshu e Tosa.

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