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  Históra da Imigração Japonesa
Legumes e hortaliças emigrando junto com os japoneses
A contribuição dos japoneses na agricultura
Imigrantes nas indústrias
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Um novo degrau no movimento de ascensão social
Colaboração entre japoneses da mesma origem
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Sob a proteção da bandeira do sol nascente
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Vivendo no país do inimigo
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Das cinzas brotavam as associações de japoneses
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Imigrantes japoneses na região amazônica - Parte 2
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As estradas de ferro como referência
A localização dos primeiros imigrantes japoneses
Os agricultores pioneiros da periferia de São Paulo
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Japoneses no cultivo do arroz na Mogiana
Imigração japonesa na linha Santos– Juquiá
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A vida difícil dos imigrantes nas fazendas do interior de SP
Hospedaria dos Imigrantes, a primeira parada
Legumes e hortaliças emigrando junto com os japoneses
Algumas já eram cultivadas aqui e só foram melhoradas; outras, trazidas com eles do Japão e adaptadas às condições brasileiras

Hortaliças (acima) e plantação de batatas, cujo cultivo se intensificou em meados da década de 10.

(Fotos: Divulgação/MHIJ)

Não foram poucos imigrantes pioneiros que colocaram num carrinho de mão verduras e hortaliças colhidas no quintal e saíam pela vizinhança para vendê-las. Outros escolheram as feiras livres. Esse dinheiro ajudou no estudo de muitos doutores nipo-brasileiros, contam as velhas histórias.

Ao enfocar o papel dos imigrantes japoneses no setor de verduras e hortaliças, é importante ressaltar o papel das cooperativas agrícolas, a partir dos anos 20. Elas atuaram no escoamento da produção (como foi o caso da batata), nos estudos para seleçãode variedades mais produtivas (a exemplo de tomate e vagem) e na divulgação das novas variedades.

Estudiosos

Alguns pesquisadores foram importantes na obtenção de variedades adequadas e produtivas. Entre eles, Hiroshi Ikuta, da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (Esalq-USP), no desenvolvimento de híbridos da berinjela, da cenoura (em 1963, a partir de semente trazida do Japão) e de repolho (em 1967, através de variedades oriundas do Japão). Ou ainda Yô Nagai, do Instituto Agronômico de Campinas, responsável pela alface cultivável na primavera e verão, resistente aos vírus, as variedades de tomate Santa Elisa, Ângela e tomate caqui.

Também merece destaque a dedicação dos produtores para seleção de variedades mais resistentes às pragas, mais produtivas e de melhor aceitação dos consumidores. O tomate, por exemplo, introduzido pelos italianos, foi um dos produtos escolhidos pelos imigrantes japoneses quando se tornaram lavradores independentes. Os esforços para a obtenção de melhores variedades contaram com as cooperativas agrícolas (principalmente Cotia e Sul-Brasil), os produtores e o Instituto Agronômico de Campinas.

O quiabo deve muito à persistência de Toshikazu Kunizawa (de Piranema, RJ) que, em 1948, levou o quiabo branco de São Paulo e, somente a partir de 1964, conseguiu produzir uma variedade (de cor verde) de qualidade e sabor aceitável.

Produtores e introdutores

Os descendentes de japoneses destacam-se pela grande produção de diversas culturas, como da batata, cujo cultivo intensivo foi introduzido por eles em meados da década de 10.

Entre outros produtos de grande participação dos nipo-brasileiros, estão a alcachofra, introduzida na década de 50 pelos italianos, e a cebola, cultivada com irrigação, uso de fertilizantes e defensivos para melhoria da produtividade.

O broto de bambu, apreciado pelos japoneses, conquistou o paladar brasileiro por sua semelhança com o sabor do palmito. Ryotaro Shimomoto e Masami Yano (Cotia), em 1930, trouxeram do Japão as variedades Môsô, Matake e Hachiku.

Introduzida para amenizar a saudade da comida japonesa, a raiz de bardana, nos últimos anos, teve seu público consumidor ampliado, o mesmo acontecendo com o rábano (com novas variedades importadas do Japão) transformado em ingrediente de saladas.

Originário das montanhas do Himalaia, o pepino mais conhecido no mercado é da variedade Aodai, introduzida pelos japoneses na década de 30.

 
Muitos colocavam num carrinho de mão verduras e hortaliças
colhidas no quintal e saíam pela vizinhança para vendê-las. Outros escolheram as feiras livres. Esse dinheiro ajudou no estudo de muitos doutores nipo-brasileiros, contam as velhas histórias.

NOTA DA REDAÇÃO
Esta página é produzida pelo Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil. As fontes utilizadas nesta matéria foram: Capítulo 1 – “Papel desempenhado na agricultura brasileira”, de Hideharu Sakata e Katsunori Wakisaka, no livro Uma Epopéia Moderna – 80 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, Ed. Hucitec e Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, SP, 1992.
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