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  Históra da Imigração Japonesa
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Hospedaria dos Imigrantes, a primeira parada
Japoneses no cultivo do arroz na Mogiana
No lugar do café, em 1908, os japoneses da Mogiana dedicaram-se ao cultivo do arroz. Em decorrência do sucesso, no dia 10 de outubro de 1919, surgia a sede do Sindicato Agrícola Nipo-Brasileiro em Uberaba, já em Minas Gerais.

UNIÃO - Inauguração do Sindicato Agrícola Nipo-Brasileiro na região de Conquista

CULTURA - Na região da Mogiana, café foi perdendo espaço para o cultivo do arroz, que alcançou grande sucesso

(Fotos: Museu Histórico da Imigração Japonesa)

A imigração japonesa na Mogiana teve início em 1908, com a chegada da primeira leva de pioneiros que chegaram ao País a bordo do navio Kasato Maru. Afinal, as fazendas de Guatapará, Dumont, São Martinho e Canaã estão naquela região, nas proximidades de Ribeirão Preto. Mas, como já se sabe, muitos dos imigrantes abandonaram as fazendas dos barões do café meses depois de se estabelecerem.

Assim, segundo relatos de Tomoo Handa no livro O Imigrante Japonês, um dos primeiros grupos de imigrantes japoneses chegou em maio de 1912, na Fazenda União, na estação de Igarapava, liderados por Kaito Ussui. Quatro anos mais tarde, a poucos quilômetros dali, já em Minas Gerais, entrava um outro contingente de nipônicos sob o comando de Nisaburo Takizawa. O local escolhido foi a Fazenda Lajeado, na estação de Conquista.

No lugar do café, em 1908, os japoneses da Mogiana dedicaram-se ao cultivo do arroz.Dados de 1918 dão conta de que a região já tinha, na época, 97 famílias nas monoculturas de arroz. Outras 89 a cultivavam intercaladas com outras culturas. No ano seguinte, pelo menos mais 200 famílias tornaram-se rizicultoras, chegando, no total, a 400 produtoras.


CULTIVO - Japoneses que se dedicavam à rizicultura ao longo do Rio Grande trabalhavam por meio de parcerias

O sucesso com o cultivo do arroz foi imenso. Em decorrência disso, no dia 10 de outubro de 1919, surgia a sede de uma sociedade de capital aberto que reunia esses rizicultores numa espécie de cooperativa, batizada posteriormente de Sindicato Agrícola Nipo-Brasileiro. A base tinha como centro a cidade de Uberaba, Minas Gerais, que integrava o chamado Triângulo Mineiro, de Conquista até a estação Delta, sempre beirando o Rio Grande.

Os japoneses que se dedicavam à rizicultura ao longo do Rio Grande trabalhavam por meio de parceria agrícola direta, indireta (por meio de um empreiteiro) ou simplesmente arrendavam terras para o cultivo. Houve, na história local, produtores que conseguiram se sobressair com grandes plantações. Masuo Nakano, em 1933, por exemplo, colhia cerca de 4 mil sacas de arroz em uma área de 50 alqueires.


As fontes para os textos são Museu Histórico da Imigração Japonesa, O Imigrante Japonês (Tomoo Handa), Uma Epopéia Moderna – 80 Anos da Imigração Japonesa no Brasil (Editora Hucitec) e A Imigração Japonesa na Lavoura Cafeeira Paulista (Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo).
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