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Yakiimo
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Macias
e doces, apesar de não chamarem atenção hoje, as
batatas assadas ainda são apreciadas e consideradas um oyatsu tradicional
dos japoneses
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(Fotos:
Nelson A. C. Vasconcelos)
Yakiimo (yaki
= assada e imo = batata) é a batata-doce assada, vendida no Japão
principalmente no outono e no inverno, em parques e conjuntos habitacionais,
isto é, locais com grande concentração de pessoas.
Normalmente, ela é vendida em caminhonetes especiais, com todo
o equipamento acoplado (forno, pedras, etc.), que circulam ao som de uma
gravação cantarolada peculiar, que anuncia: yakiimo...
ishiyakiimo (Olha a batata assada... batata assada na pedra). Embora
atualmente tenha se tornado uma prática rara, antigamente, em muitas
casas, quando se juntavam e queimavam as folhas caídas das árvores,
colocavam-se batatas-doces para assar sob as cinzas, para depois comê-las
quentinhas. Muito macias e doces, apesar de não chamarem muito
a atenção nos dias de hoje, as batatas assadas ainda são
muito apreciadas e consideradas um oyatsu (lanche) tradicional dos japoneses.
No inverno, elas são vendidas até nas lojas de conveniência
do Japão.
Introdução
da batata-doce no Japão
Originária
das Américas do Sul e Central, a batata-doce, matéria-prima
da yakiimo e conhecida no Japão como satsumaimo, foi introduzida
na Europa no século XV, depois da descoberta do continente americano.
O navegador e descobridor da América, Cristóvão Colombo,
levou batatas-doces à Espanha, para presentear a rainha Isabel
de Castela e, assim, os tubérculos chegaram ao Marrocos e às
Filipinas, colônias da Espanha na época. A batata-doce introduzida
no Sudeste Asiático chegou então à China e, em 1597,
às ilhas do reino de Ryukyu (atual Okinawa). Em 1609, Iehisa Shimazu,
líder do clã de Satsuma (atual Kagoshima, região
de Kyushu, sul do Japão), invadiu Ryukyu, subjugando o reino até
então independente. Assim, o clã de Satsuma retornou às
suas terras, levando a batata-doce de Ryukyu, que passou a ser cultivada
na região de Kyushu. Depois disso, a batata-doce foi gradualmente
se propagando para o norte, ficando conhecida como um alimento de emergência
contra a fome, por ser nutritiva e de fácil cultivo no campo. Ao
chegar a Nagasaki, chamou a atenção dos sábios versados
em estudos holandeses (rangakusha), que publicaram livros sobre o seu
cultivo. No xogunato de Tokugawa, também foi publicado um livro
sobre a batata-doce que inspirou o magistrado de Iwami (atual província
de Tottori), Masaaki Ido, a promover o cultivo do tubérculo, salvando
milhares de pessoas da fome. Ao saber do trabalho de Ido, Yoshimune Tokugawa
incentivou o cultivo da batata-doce em todo o país. Assim, por
ordem do xogunato, o rangakusha Konyou Aoki estudou e cultivou a
batata-doce da região de Satsuma daí o nome satsumaimo
(batata de Satsuma) que passou a ser produzida nacionalmente.
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| Comércio
de yakiimo |
COMÉRCIO
- Yakiimo também é
bem vendida no Brasil
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A batata-doce
assada, yakiimo, surgiu em meados da Era Edo em Quioto e, em Edo (atual
Tóquio), somente no final da era. Naquela época, a maioria
dos agricultores cultivava a batata-doce, havendo muita reserva. Os vendedores
de batata assada adquiriam essa reserva diretamente dos produtores, para
então vender o produto final. A yakiimo tornou-se tão popular
e bem-aceita em Edo, que logo faltou matéria-prima para a sua comercialização.
Por isso, plantações para yakiimo começaram a aumentar
próximo a Edo, especialmente em Chiba e Kawakoshi.
Mesmo depois
da mudança de Edo para Tóquio, com a Restauração
Meiji, o comércio de yakiimo prosperava. A batata assada era um
dos lanches favoritos em Tóquio. Na época, a yakiimo era
vendida em pontos fixos, assada em fornos de barro, e também por
ambulantes, no estilo atual. Depois do grande terremoto de Kanto, em 1923,
as casas fixas de yakiimo foram diminuindo. A batata-doce, que salvou
muitas pessoas da fome no Japão feudal, desempenhou o mesmo papel
durante a 2ª Guerra Mundial, mas, com a gradual estabilização
do país e a mudança de hábitos alimentares, a produção
de batata-doce caiu acentuadamente. Por conseqüência, o comércio
de yakiimo sofreu uma queda significativa.
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Você
sabia?
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PREPARO
- Assada lentamente, a batata torna-se mais doce ao paladar |
Atualmente,
no Japão, é costume assar e comer a batata-doce inteira,
em seu formato original, mas, antigamente, costumava-se cortá-la
em pedaços grandes, assando-os em chapa de ferro e salpicando sal
e gergelim.
Apesar
de aparentemente calórica, 100 g de batata-doce fornecem cerca
de 115 kcal, apenas 1/3 das calorias encontradas em 100 g de arroz cru.
Além disso, o seu consumo traz inúmeros benefícios
à saúde, por ser rica nos seguintes nutrientes:
Fibras alimentares
Ajudam no combate ao colesterol e no bom funcionamento do intestino,
prevenindo a prisão de ventre e o câncer do intestino grosso
Vitamina
C, vitamina E, potássio, betacaroteno e ferro Uma batata
doce grande fornece a quantidade diária necessária de
vitamina C e betacaroteno e mais que o dobro das necessidades de vitamina
E, fornecendo ainda metade da quantidade de potássio recomendada
para um adulto e 25% das necessidades diárias de ferro.
Quanto mais lentamente a batata-doce for assada, mais ativa-se a amilase
(um tipo de enzima) contida nela, tornando-a mais doce ao paladar. É
exatamente essa característica que os vendedores de yakiimo procuram
aproveitar.
Modo
de fazer yakiimo em casa: Em uma chaleira velha, coloque pequenas pedras
e sobreponha as batatas inteiras, assando-as em fogo baixo por aproximadamente
40 minutos, ou até que estejam macias por dentro.
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Colaboração
Mário Tanaka (11) 9501-2190
Pontos-de-venda Viaduto Osaka, Liberdade; Hospital Santa Cruz, Vila
Mariana; Feira de domingo na Rua Carneiro da Cunha, Saúde; Av. do
Cursino, em frente ao Restaurante Taisho, Jardim da Saúde. |
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Rua
Vergueiro, 727- 5º andar - Liberdade Fone (0xx11) 3209-6630
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