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Konnyaku
No início, o konnyaku era considerado um alimento de luxo apreciado pelos monges; a partir de 1776, foi popularizado

BENEFÍCIOS - Baixas calorias e sensação de saciedade pela alta concentração de fibras

(Fotos: Ricardo Hara/ RH Fotografias)

O konnyaku é um alimento gelatinoso preparado do tubérculo da planta konnyaku (Amorphophallus konjac), uma espécie de inhame.

Atualmente, existem no Sudeste Asiático 130 variedades de konnyaku-imo (tubérculo de konnyaku) diferentes da espécie introduzida no Japão. Dentre estes tipos, existem alguns que não possuem as fibras de glucomannan (fibras dietéticas extremamente hidrossolúveis, com capacidade de absorver até 200 vezes seu peso em água), não sendo apropriados para o consumo. Apenas no Japão e em uma parte da China, o konnyaku é cultivado como um produto agrícola.

Dizem que o konnyaku-imo foi introduzido no Japão há milhares de anos, na Era Jomon (2000 a.C.), juntamente com o satoimo (inhame). Porém, uma outra versão observa que consta em um dos documentos do século VII que o tubérculo foi introduzido da Coréia ao Japão como sendo um medicamento. Acredita-se que a sua utilização como um alimento ocorreu juntamente com a introdução do budismo. O primeiro registro que explica o modo de preparo do konnyaku-imo se encontra na enciclopédia Wamyou Ruijushou, escrito na Era Jouhei (931~937).

No início, o konnyaku era considerado um alimento de luxo, por ser um tubérculo que exigia muitos cuidados na sua plantação. Assim, o produto servia de oferenda a Hotoke (Buda). Os monges apreciavam o konnyaku-imo preparado com missô (pasta de soja fermentada), que levava o nome de soukei, nos intervalos das refeições – naquele tempo oferecidas duas vezes ao dia. Nesta época, ele foi utilizado também como um dos pratos que compõem o shoujin ryouri (alimento destinado aos monges budistas) e também como o oseibo (presente de final de ano) dos monges para a nobreza e para a alta classe dos samurais. O renomado médico do xogunato de Oda Nobunaga, Dousan Manase (1507~1594), registrou em seu livro de medicamentos que o konnyaku-imo tem propriedades para combater um tumor maligno e efeitos benéficos aos paralíticos.

Na Era Edo, o konnyaku passou a ser apreciado pelo povo depois que a sua produção, como um produto agrícola, foi incentivada na região de Mito-han (província de Ibaraki, região de Kuji). Em 1776, o agricultor Touemon Nakajima (1745~1825) desenvolveu com sucesso técnicas para a conservação do tubérculo, transformando-o em farináceo. Isso possibilitou seu consumo não somente na época da colheita (entre outubro e novembro), mas durante o ano todo e também por povos de outras regiões.

 
Você sabia?
Propriedades benéficas do konnyaku

VARIEDADE - Macarrão de konnyaku é muito utilizado em sukiyaki

VARIEDADE - Macarrão de konnyaku é muito utilizado em sukiyaki

O konnyaku, além de ser um alimento de baixo teor calórico, é rico em fibra alimentar e cálcio. O tubérculo possui 68 mg/100 g de cálcio; e o industrializado, 43 mg/100 g. O cálcio contido no konnyaku é de fácil absorção pelo organismo. Além destes benefícios, ele possui de 7 a 15 vezes mais ceramidas em comparação a outros vegetais, e o seu consumo regular pode manter a pele hidratada. As fibras de glucomannan existentes no konnyaku-imo são consideradas benéficas no controle da taxa de colesterol, triglicerídeos e ácidos graxos livres, normalizando os níveis de açúcar no sangue. Atuando como fibra na dieta alimentar, o konnyaku tem a capacidade de aumentar a viscosidade dos alimentos, formando uma massa macia e, em contato com o líquido gástrico, proporciona a sensação de satisfação e ainda auxilia na absorção de gorduras, reduzindo, assim, a taxa de colesterol. Foi comprovado também que as fibras de glucomannan são benéficas na prevenção da diabete, pois têm a capacidade de regularizar a insulina.


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