BENEFÍCIOS - Baixas calorias e sensação de
saciedade pela alta concentração de fibras
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(Fotos: Ricardo
Hara/ RH Fotografias)
O konnyaku é um alimento gelatinoso preparado do tubérculo
da planta konnyaku (Amorphophallus konjac), uma espécie de inhame.
Atualmente,
existem no Sudeste Asiático 130 variedades de konnyaku-imo (tubérculo
de konnyaku) diferentes da espécie introduzida no Japão.
Dentre estes tipos, existem alguns que não possuem as fibras de
glucomannan (fibras dietéticas extremamente hidrossolúveis,
com capacidade de absorver até 200 vezes seu peso em água),
não sendo apropriados para o consumo. Apenas no Japão e
em uma parte da China, o konnyaku é cultivado como um produto agrícola.
Dizem que o
konnyaku-imo foi introduzido no Japão há milhares de anos,
na Era Jomon (2000 a.C.), juntamente com o satoimo (inhame). Porém,
uma outra versão observa que consta em um dos documentos do século
VII que o tubérculo foi introduzido da Coréia ao Japão
como sendo um medicamento. Acredita-se que a sua utilização
como um alimento ocorreu juntamente com a introdução do
budismo. O primeiro registro que explica o modo de preparo do konnyaku-imo
se encontra na enciclopédia Wamyou Ruijushou, escrito na Era Jouhei
(931~937).
No início,
o konnyaku era considerado um alimento de luxo, por ser um tubérculo
que exigia muitos cuidados na sua plantação. Assim, o produto
servia de oferenda a Hotoke (Buda). Os monges apreciavam o konnyaku-imo
preparado com missô (pasta de soja fermentada), que levava o nome
de soukei, nos intervalos das refeições naquele tempo
oferecidas duas vezes ao dia. Nesta época, ele foi utilizado também
como um dos pratos que compõem o shoujin ryouri (alimento destinado
aos monges budistas) e também como o oseibo (presente de final
de ano) dos monges para a nobreza e para a alta classe dos samurais. O
renomado médico do xogunato de Oda Nobunaga, Dousan Manase (1507~1594),
registrou em seu livro de medicamentos que o konnyaku-imo tem propriedades
para combater um tumor maligno e efeitos benéficos aos paralíticos.
Na Era Edo,
o konnyaku passou a ser apreciado pelo povo depois que a sua produção,
como um produto agrícola, foi incentivada na região de Mito-han
(província de Ibaraki, região de Kuji). Em 1776, o agricultor
Touemon Nakajima (1745~1825) desenvolveu com sucesso técnicas para
a conservação do tubérculo, transformando-o em farináceo.
Isso possibilitou seu consumo não somente na época da colheita
(entre outubro e novembro), mas durante o ano todo e também por
povos de outras regiões.
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VARIEDADE - Macarrão de konnyaku é muito utilizado
em sukiyaki
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VARIEDADE - Macarrão de konnyaku é muito utilizado
em sukiyaki
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O konnyaku,
além de ser um alimento de baixo teor calórico, é
rico em fibra alimentar e cálcio. O tubérculo possui 68
mg/100 g de cálcio; e o industrializado, 43 mg/100 g. O cálcio
contido no konnyaku é de fácil absorção pelo
organismo. Além destes benefícios, ele possui de 7 a 15
vezes mais ceramidas em comparação a outros vegetais, e
o seu consumo regular pode manter a pele hidratada. As fibras de glucomannan
existentes no konnyaku-imo são consideradas benéficas no
controle da taxa de colesterol, triglicerídeos e ácidos
graxos livres, normalizando os níveis de açúcar no
sangue. Atuando como fibra na dieta alimentar, o konnyaku tem a capacidade
de aumentar a viscosidade dos alimentos, formando uma massa macia e, em
contato com o líquido gástrico, proporciona a sensação
de satisfação e ainda auxilia na absorção
de gorduras, reduzindo, assim, a taxa de colesterol. Foi comprovado também
que as fibras de glucomannan são benéficas na prevenção
da diabete, pois têm a capacidade de regularizar a insulina.
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