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(Fotos:
Ricardo Hara/RHFotografias | ilustração: Nelson A.C. Vasconcelos)
Desde a Antiguidade,
o povo japonês preparava caldeiradas de peixes e animais, frutos
da caça nos mares e nas montanhas. Nos dias frios, pratos preparados
em caçarolas de barro tinham a preferência dos japoneses.
Embora não haja registros em livros de culinária da Era
Edo (1603~1867), sabe-se da prática constante do prato entre o
povo e de sua vasta aceitação pelas camadas populares. Já
no final da Era Edo, algumas obras literárias relatam caldeiradas
como o yosenabe.

Ingredientes
frescos para uma boa caldeirada |
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Originalmente
servida na própria panela, a caldeirada reunia as famílias
em volta do irori (espécie de lareira cavada no assoalho) para
a refeição. O advento dos restaurantes viabilizou o alcance
do prato a esses estabelecimentos públicos. A caldeirada era preparada
na cozinha e servida em pequenos pratos; entretanto, para facilitar o
trabalho dos cozinheiros, ela passou a ser servida na própria caçarola.
Atualmente, a caldeirada é preparada diante dos degustadores, e
cada um usa seu próprio hashi.
Shabu shabu,
sukiaki, yosenabe e chankonabe são os tipos de caldeirada mais
conhecidos. O molho (tare) que acompanha os nabemono (caldeirada) pode
ser à base de shoyu, missô ou ponzu (calda de laranja amarga
misturada ao vinagre). Hoje, tanto o molho como o caldo são vendidos
prontos. O custo depende dos ingredientes, mas é possível
saboreá-lo pagando de 1.500 a 2.000 ienes por pessoa.
No Japão,
depois do fim da Bolha (baburu), os trabalhadores assalariados deixaram
de freqüentar os restaurantes para voltar a fazer as refeições
com a família, causando um boom no consumo do nabemono.
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A
panela deve ser de barro (donabe), pesada, com boa espessura e conservação
de calor, com boca larga, mas não muito funda. Carnes e peixes são
colocados no início, para dar sabor ao caldo. Utilize ingredientes
típicos da estação. Quando a água ou o caldo
levantarem fervura, coloque em fogo médio. Não cozinhe demais.
A escuma deve ser cuidadosamente retirada. Mesmo num país pequeno
como o Japão, o nabemono apresenta diferenças no tempero,
dependendo da região em que ela é preparada. Por exemplo:
a caldeirada preparada em Tóquio tem um sabor mais forte, e a preparada
em Osaka possui um sabor mais suave. Há panelas especiais para cada
tipo de caldeirada. O shabu shabu deve ser preparado na panela de bronze;
o sukiyaki, na panela de ferro; e o yosenabe, na panela de barro. |