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Sashimi - Parte 2
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(Fotos:
Divulagação)
Os atores
principais do sashimi: o atum e o pargo
Hoje, quando
falamos de sashimi, logo nos lembramos dos filés vermelhos do atum,
ou o toro (considerada a parte mais nobre do atum). Entretanto, durante
muito tempo, no Japão, esta carne não era tão apreciada
assim. Isso porque a carne do atum é extremamente sensível
e, ao ser congelada, logo escurece, tornando-se desagradável aos
olhos. Somente após o aperfeiçoamento das técnicas
de congelamento do peixe é que foi possível congelá-lo
sem alterar a cor vermelha original. Mesmo com estes avanços, até
o final da Era Edo (1600~1867), a carne de atum não era servida
às pessoas mais importantes do Japão, nem em ocasiões
festivas. Somente no início da Era Showa (1925~1989), o toro começou
a ser apreciado e após a 2ª Guerra Mundial é que ela
passou a ser considerada de primeira qualidade, como a conhecemos atualmente.
Ao lado do
atum, aparece o pargo (tai, em japonês), que é um peixe de
carne branca. Esta carne consegue conciliar o sabor e a beleza de sua
cor e, por isso, é apreciada pelos japoneses. É comum servir
o pargo em festas. Na língua japonesa, pode-se até fazer
trocadilhos com a palavra tai. Diz-se que, em ocasiões medetai
(festivas), serve-se o tai (pargo).
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E
o salmão?
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O
salmão surgiu como substituto do toro (parte nobre do atum), que
atualmente é considerado um artigo de luxo. Por ser
uma carne tão nutritiva quanto a do atum, sua apreciação
e aceitação é crescente. No entanto, o salmão
pescado no Japão não é ideal para ser consumido cru,
devido à presença do parasita anisakiasis, assim, até
há pouco tempo, o sashimi de salmão não era servido
nos restaurantes.
Atualmente,
com a importação do salmão proveniente da Noruega,
do Canadá, do Chile e da Austrália, que não contém
tal parasita, e também com o avanço dos métodos de
congelamento da carne do peixe que matam o parasita , os
japoneses aprenderam a saboreá-lo como sashimi.
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Fugu
(baiacu)
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O
baiacu é um peixe que infla quando agredido e era utilizado como
alimento apenas no Japão. Até o início da Era Meiji
(1868-1912), o consumo do baiacu era proibido - ele tem um veneno chamado
tetrodontoxina que, ao ser ingerido, pode levar à morte. No ano
21 da Era Meiji (1889), em uma de suas visitas a Shimonoseki (Yamaguchi),
foi oferecido ao então primeiro-ministro, Hirobumi Ito, o baiacu,
por falta de um outro peixe que completasse o cardápio.
O primeiro-ministro,
impressionado com o sabor do baiacu, decidiu liberar o seu consumo. Entretanto,
somente os cozinheiros licenciados podem prepará-lo, pois a toxina
está presente no ovário, no fígado, no intestino
e na pele do peixe; com a retirada destes, o baiacu é inofensivo.
Atualmente, os cozinheiros licenciados têm colocado no mercado o
baiacu já limpo em filés, tornando possível prepará-lo
como sashimi (denominado fugusashi) ou nabemono (denominado fuguchiri,
caldeirada) por qualquer um.
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Você
Sabia?
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As
facas ou hocho, em japonês
Bastante detalhistas, os japoneses dão grande importância para
as facas, que são extremamente afiadas. Elas variam de comprimento
e largura, dependendo de sua finalidade. Normalmente, a faca usada para
cortar o sashimi é denominada yanagi-ba, cuja lâmina mede de
26 a 28 cm e tem formato pontiagudo, que lembra uma folha de salgueiro (yanagi,
em japonês). Existe também a faca chamada de tako-biki, que
tem as mesmas medidas, porém tem formato retangular e lâmina
mais fina. A primeira foi desenvolvida e predomina na região de Kansai
(Osaka, Quioto etc.), enquanto a segunda tem suas raízes em Kanto
(região de Tóquio e proximidades). Outros utensílios
indispensáveis para se preparar o sashimi são o deba (faca
para abrir e destrinchar o peixe), a pinça para retirar as espinhas,
o descamador e o moribashi (par de palitos para pegar as fatias de peixe
e montar o prato). |
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