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Cidade será a única sem o status de capital a receber autoridades nacionais e internacionais durante as festividades

Simulação - Ruas devem ganhar decoração especial para as comemorações, como mostra a projeção acima

(Texto: Susy Murakami/NB | Foto: Acir/Divulgação)

A importância de Rolândia para a colonização japonesa no Brasil vai fazer da cidade a única não capital a receber o evento oficial das comemorações do centenário da imigração. A pequena cidade no norte do Paraná de 55 mil habitantes, na verdade, já está acostumada a receber personalidades importantes. Governadores, presidentes e até príncipes já estiveram no município, participando das outras comemorações de aniversário da vinda dos japoneses.

No Imim 70, por exemplo, estiveram lá o presidente Ernesto Geisel, o então príncipe herdeiro Akihito e sua esposa Michiko. Em 1988, na comemoração dos 80 anos de imigração, o presidente José Sarney, o príncípe Fumihito e o governador Álvaro Dias participaram do evento. Na nonagenária festa da imigração, estiveram em Rolândia o presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Jaime Lerner e o então futuro primeiro-ministro, Keizo Obuchi.

Dessa vez, já confirmaram presença, de acordo com a prefeitura local, o presidente Lula, o príncipe herdeiro Naruhito, ministros, o embaixador do Japão no Brasil, o governador Roberto Requião, além de outros políticos.

Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para as comemorações. Diversas obras de infra-estrutura estão sendo feitas e o orçamento para os festejos do Imin são de mais de R$ 12 milhões. A maior parte do dinheiro será destinado à construção de um parque temático que ganhará o nome de “Yumê”. O projeto prevê a construção, em uma área de 128 mil m², várias atrações, como cinema, praça de alimentação e a principal delas: o navio Kasato Maru. “O objetivo [da construção] é contar a história dos imigrantes e sua contribuição para o desenvolvimento do Brasil, resgatando a cultura. Será possível sentir, ver e ouvir toda a evolução nestes cem anos”, disse Sérgio Domingues, chefe de gabinete do prefeito. Segundo ele, serão desenvolvidas atividades que irão contribuir para fortalecer os laços de amizade entre os dois países. Os recursos ainda estão aguardando liberação. Em Rolândia, vivem hoje 220 famílias nikkeis, cerca de 600 pessoas.

Comércio espera aumento de 15% nas vendas

Quem também está animado com a chegada das comemorações é o setor comercial da cidade. Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rolândia (Acir), Roberto Negrão, o comércio está apostando em um diferencial para receber os visitantes. Em 2007, a Acir realizou vários treinamentos aos lojistas e comerciários para melhorar o atendimento aos clientes. Negrão conta ainda que as vitrines das lojas serão enfeitadas com decoração alusiva ao evento. As lojas ficarão abertas até as 22h pelo menos uma semana por mês. E não é só isso. “A Acir está fazendo uma campanha para que os comerciantes e comerciários vistam roupas típicas durante o período de março a junho”, disse o presidende da associação. As ruas também ganharão decoração especial, como mostra a foto que ilustra esta matéria, com uma projeção de como ficará a cidade.

A expectativa é de que as vendas cresçam 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mas, para abrigar todos os turistas que visitarão o minicípio, Rolândia terá que contar com a ajuda dos vizinhos. A cidade tem apenas três hotéis e duas pousadas, em um total de 300 leitos. Maringá, a 20 km, e Londrina, a 30 km, irão suprir grande parte da demanda de visitantes.

 
Rolândia
• Habitantes: 55 mil
• Nº de turistas esperados para o Imin 100: 30 mil
• Arrecadação: R$ 51 milhões (2007)
• PIB bruto: R$ 669, 2 milhões
• Orçamento 2008: R$ 72 milhões (incluindo o parque)
• Orçamento para o parque: R$ 11 milhões
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