Governador
Aécio criou comissão estadual para programar festejos |
Respeitamos
e reconhecemos a grande presença de descendentes japoneses em outras
partes do País, notadamente no Estado de São Paulo, mas
Minas não quer ter uma participação periférica
nos eventos do centenário. Foi assim, fazendo promessas,
que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, assinou, no Palácio
da Liberdade, o Termo de Cooperação Técnica com a
Prefeitura de Belo Horizonte, a Federação das Indústrias
de Minas Gerais (Fiemg), o Consulado do Japão e a Sociedade Mineira
de Cultura Nipo-Brasileira para a realização, em 2008, das
comemorações dos cem anos da imigração japonesa
no Brasil. Agora, uma comissão estadual está sendo formatada
para a constituição da programação de festividades
para o ano que vem.
Pela parceria,
caberá ao governo estadual preparar as atividades e executar a
programação oficial. O governador pretende fazer o convite
para que o príncipe-herdeiro Naruhito também visite o Estado,
repetindo o que já fizera o prefeito de Belo Horizonte, Fernando
Pimentel (PT), em visita ao Japão no primeiro semestre. Em
Minas, daremos um destaque especial às comemorações
para lembrar a decisiva contribuição japonesa ao nosso crescimento,
disse Aécio. Em 97, quando visitou o Brasil pela última
vez, o imperador Akihito e a imperatriz Michiko passaram pela capital
mineira.
Aécio
Neves afirmou que a comemoração do centenário será
uma importante oportunidade para reforçar os laços de amizade
e consolidar ainda mais as relações comerciais entre Minas
e Japão. Nos últimos quatro anos, as exportações
mineiras àquele país expandiram 79,3%. Em 2006, Minas, graças
ao minério de ferro, foi o segundo principal Estado nas exportações
e o quinto nas importações do Japão. Foram exportados
US$ 756 milhões em 182 produtos e importados R$ 143 milhões
com pauta composta de 706 itens. Minas também mantém, desde
1973, acordo de co-irmandade com a província de Yamanashi.
O governador
ressaltou ainda que, apesar de junho ser o mês oficial das comemorações,
Minas irá se empenhar para apoiar eventos ao longo de todo o ano
tanto em Belo Horizonte quanto no Vale do Aço. Já se sabe
que na comissão estadual estão certos os nomes do próprio
Aécio, de Pimentel, do cônsul honorário do Japão,
Rinaldo Campos Soares, que também preside a Usiminas, e de Naoki
Baba, presidente da Sociedade Mineira de Cultura Japonesa.
Desde a década
de 50, os imigrantes japoneses passaram a contribuir decisivamente no
desenvolvimento econômico de Minas Gerais, com a implantação
da Usiminas em Ipatinga. Foi o primeiro grande investimento nipônico
no exterior no período pós-guerra. Segundo Aécio,
os investimentos estimularam outros empresários japoneses a reforçar
as relações comerciais em Minas. Outro exemplo de sucesso
da parceria foi o Programa de Desenvolvimento do Cerrado (Prodecer), levado
a cabo com investimentos nipônicos.
No ano passado,
a Cenibra empresa de capital japonês instalada no Vale do
Aço - alocou cerca de US$ 320 milhões na conclusão
do projeto de aumento da sua capacidade de produção de 900
mil toneladas para 1,14 milhão de toneladas/ano. O mais recente
investimento japonês foi a assinatura de protocolo de intenções
entre o governo mineiro e o Grupo Vallourec, líder mundial na produção
de tubos de aço sem costura e em produtos tubulares de aço
projetados para aplicações industriais, e a Sumitomo Metals
Industries, maior produtora de tubos de aço sem costura do Japão
e terceira maior indústria de aço daquele país, para
a construção de uma nova siderúrgica em Jeceaba,
envolvendo investimentos de US$ 1,6 bilhão.
|